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Da lavoura à sua xícara – Parte 3

By | Curiosidades

Continuando nossa jornada…

Depois da classificação, as sacas de café (60kg de café verde) são precificadas e compradas pelas indústrias de torrefação e moagem – como o Café Carneiro.

Nesta fase acontece a torração, moagem e envase (embalagem) do café para que sejam comercializados em supermercados, padarias, etc…

 

– Torração

Em se tratando de café, o processo de torração é uma das etapas mais importantes para se chegar à uma bebida de qualidade. Ela deve ser suficiente para que o desenvolvimento do sabor e aroma – tão particulares do café – aconteçam sem que os grãos se queimem e acabe por comprometer a qualidade da bebida.

De um modo geral, para a torração convencional, a faixa de temperatura usada é de 200 a 230oC por cerca de 12 a 20 minutos. Inicialmente, ocorre a desidratação dos grãos, com uma ligeira mudança e o odor característico de “amendoim” e “pão torrado” – ao mesmo tempo e que os grãos se tornam amarelados. Após isso, acontece um repentino aumento da temperatura por conta da drástica mudança da composição química do grão que causa escurecimento dos grãos. Ao liberar CO2, os grãos se expandem e diminuem sua densidade.

Finalizadas as reações que formam o inconfundível aroma do café torrado, é necessário que o processo seja interrompido através do resfriamento dos grãos na saída do, normalmente, feito por borrifo de água ou ar frio.

A caracterização do grau de torração é normalmente estabelecida pela cor do grão – claro (torração americana), médio e escuro – ou pela perda de massa (comumente chamada de perda de peso).

 

– Moagem

Depois de torrado, o grão pode ser moído (café torrado e moído) ou diretamente embalado, seja para uso em máquinas de expresso ou para quem deseja moer o café em casa.

Para o “torrado e moído”, o grau de moagem e o tamanho das partículas do pó são fundamentais para a extração de uma boa bebida. Pós muito finos tendem a amargar a bebida, enquanto os grossos demais podem deixar de extrair todo o potencial de sabor. Neste caso, a moagem média pode ser melhor opção para diversos tipos de preparo (como citado no texto “Métodos de Preparo”).

 

– Envase

Depois de moído (ou mesmo para ser comercializado em grãos torrados), o café precisa ser adequadamente embalado para garantir que toda a sua qualidade chegue até a casa do consumidor. Todos sabem da delícia que é abrir uma embalagem de café e sentir aquele aroma único, não é mesmo?

As embalagens mais comuns encontradas no mercado são a: almofada, vácuo e pouch. É importante que todas as embalagens sejam devidamente seladas para que não haja perda de aroma.

 

E por falar nisso, logo, logo o Café Carneiro terá mais uma novidade para vocês…

 

 

Fontes:

MENDES, L. C.; MENEZES, H. C.; KOIKE, M. A.  Study of the roasting parameters and beverages quality of dry processed and wet unfermented processed robusta coffees. In: 19th International Scientific Coloquium on Coffee, 2001, Trieste. ASIC

MENDES, L. C.; MENEZES, H. C.  Modeling the degree of roast of an arabica coffee – a tool to optimise the process. In: International Congress on Engeneering and Food – ICEF, Montpellier. 279-284, 2004

da lavoura à sua xícara parte 2: classificação dos grãos verdes

Da lavoura à sua xícara – parte 2: Classificação dos Grãos Verdes

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No blog anterior contamos para você o que acontece com o café na lavoura até estar pronto para a comercialização dos grãos verdes. E hoje, vamos explicar a próxima etapa: a classificação dos grãos verdes. Continue a leitura!

 

Após o beneficiamento, o café está pronto para ser comercializado. Porém, como a qualidade dos grãos é bastante diversificada – em função das diferentes condições de colheita e processamento – faz-se necessária uma classificação na qual se baseará a definição dos preços do café, tanto no mercado interno como no externo.

A classificação deve ser feita por um profissional treinado nos critérios de classificação, adotando a legislação vigente para Classificação de Café cru no Brasil – Instrução Normativa 8 de 11 de junho de 2003 do MAPA.

Esses critérios são os seguintes:

– Análise física do grão: cor, granulometria (tamanho e forma do grão) e umidade

– Estudo sensorial: avalia atributos de sabor, aroma, etc… ou através de pontuação (para Cafés Especiais)

 

Análise Física dos grãos verdes

A Classificação por Cor leva em conta as seguintes tonalidades: verde, esverdeado, claro, amarelado, amarelo e velho. Essa variação decorre da forma como o processamento em geral foi conduzido e a idade dos grãos. Cafés despolpados são caracterizados pela coloração verde-azulada.

A Classificação por Peneira é realizada em máquinas com conjuntos de peneiras cujos crivos variam nas frações de 8/64 a 20/64 polegadas. Os formatos dos crivos podem ser oblongos (para separar os grãos mocas) ou circulares (para separar os grãos chatos). As peneiras para separar os grãos mocas geralmente são intercaladas entre as demais, para que a separação se dê por tamanho e forma.

Confira um exemplo:

Classificação Peneiras
Maragogipe 20 a 22
Chato grosso 17 a 19
Chato médio 15 e 16
Chato miúdo (chatinho) 12 a 14
Moca de Maragogipe 14
Moca grosso 11 a 13
Moca médio 10
Moca miúdo (moquinha) 8 e 9

 

A separação do café por peneiras é bastante importante para se garantir uma torração uniforme, pois, numa torração de grãos de diversos tamanhos (“bica corrida”), os grãos menores torram mais rapidamente, havendo o risco de carbonização e percepção de sabor e aroma queimado na bebida.

 

Classificação por tipo

A Classificação por tipo leva em conta aspectos físicos do grão de café verde, baseando-se na contagem de defeitos e impurezas de uma amostra de 300g, usada tanto para café arábica quanto para robusta. Veja a tabela a seguir:

 

DEFEITOS CAUSAS INFLUÊNCIA NO TIPO INFLUÊNCIA NA QUALIDADE
PRETO Ataque de fungos devido à colheita atrasada dos frutos e permanência prolongada no solo 1 preto = 1 defeito Aparência, cor, torração e bebida – sabores “áspero” e cinza
ARDIDO Bolores em frutos colhidos verdes ou devido à permanência prolongada dos frutos em contato com o solo 2 ardidos = 1 defeito Aparência, cor, torração e bebida – gosto azedo
VERDE Colheita de frutos verdes 5 verdes = 1 defeito Aparência, cor, torração e bebida – aumenta amargor e adstringência, sabor metálico
CONCHA Fatores genéticos e climáticos 3 conchas = 1 defeito Aparência, cor, torração e bebida – diminui acidez e “dilui” o sabor
CHOCHO Fatores genéticos, climáticos (seca) e carência nutricional 5 chochos = 1 defeito Aparência e torração
MALGRANADO Fatores fisiológicos, climáticos (seca) e carência nutricional 5 malgranados = 1 defeito Aparência e torração
BROCADO Ataque da “Broca do Café” 2 a 5 brocados  = 1 defeito Aparência, torração e bebida – aumenta amargor
QUEBRADO Seca inadequada e má regulagem do descascador 5 quebrados = 1 defeito Aparência, torração e bebida – diminui acidez
COCO e MARINHEIRO Má regulagem do descascador 1 coco = 1 defeito Aparência e torração
PAUS, PEDRAS, TORRÕES E CASCAS Colheita por derriça no chão e abanação mal feita 1 pedra, páu ou torrão = 1 a 5 defeitos (tamanho) 1 casca grande = 1 defeito Aparência e torração

Em 1929 foi reconhecida e adotada pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio a utilização da tabela de Equivalência de Defeitos e de Classificação por tipo, que compreende sete tipos de valores decrescentes de 2 a 8, conforme números de defeitos presentes na amostra:

 

Defeitos 4 12 26 46 86 160 360
Tipo 2 3 4 5 6 7 8

 

A tabela de classificação conta ainda com uma pontuação que atribui valores intermediários aos tipos, ex: 2 – 15, 4 – 45, etc.

 

Tabela de classificação dos grãos verdes

A Classificação por bebida é realizada por meio da Prova de Xícara, feita por profissionais treinados e experientes na atividade de degustar café (expert cuppers) e reconhecidos pelo Ministério da Agricultura. A prova, que vigora desde 1917 – quando da instalação de Bolsa Oficial de Café e Mercadorias de Santos – consiste na experimentação de infusões de 10g de pó de café de torração clara em água em ponto de primeira fervura. Essa classificação baseia-se em algumas características sensoriais da bebida como: aroma, acidez, amargor, doçura, adstringência e corpo, as quais recebem conceitos de “bom, regular, ruim” e “fraco, médio, forte”.

Em função desses conceitos, em conjunto com as descrições físicas, é atribuída uma nota de conceito global que varia de 1 (mais baixo) a 5 (mais alto) e finalmente uma classificação que varia conforme mostrado na tabela abaixo. Durante a degustação alguns sabores estranhos ainda podem ser percebidos como os de terra, mofo, fermentado, úmido etc.

Café arábica Descrição
Bebidas Finas do Grupo I
Estritamente mole Todos os requisitos da bebida mole mais acentuados
Mole Sabor agradável, brando e doce
Apenas mole Inferior aos anteriores, mas sem adstringência ou aspereza de paladar
Dura Sabor acre, adstringente e áspero, mas sem sabores estranhos
Bebidas Fenicadas do Grupo I
Riado Leve sabor típico de iodofórmio (químico/remédio)
Rio Aroma e sabor iodofórmio, mais acentuado de iodofórmio
Rio zona Aroma e sabor iodofórmio bastante acentuado de iodofórmio ou pacido fênico, sendo repugnante ao paladar
Café robusta Descrição
Bebidas do Grupo II
Excelente Sabor neutro, acidez mediana, sem influência de defeitos
Boa Sabor neutro e ligeira acidez
Regular Sabor típico de Robusta, sem acidez
Anormal Sabor não característico ao produto

Durante a degustação outros aspectos sensoriais também podem ser avaliados como: encorpado, sem corpo, acidez cítrica (relacionado ao ambiente onde é preparado o grão), acidez cética (devido à fermentação sofrida durante secagem mal conduzida).

 

Você não imaginava que seu cafezinho poderia sofrer tantas variações, não é mesmo? Por isso a importância de buscar uma marca que tenha o Selo de Qualidade ABIC (que assegura que o que você está tomando é só e verdadeiramente café) e que busca os melhores grãos verdes para entregar a você o melhor café, assim como o Café Carneiro faz!

 

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Fonte: Apostila de Classificação e Degustação de Cafés Crus do Sindicafé

Entenda a jornada do café para chegar até sua xícara

Da lavoura à sua xícara: entendendo a jornada do café – Parte 1

By | Curiosidades

Você já parou para pensar como é que o seu cafezinho do dia a dia sai do campo e chega até a sua xícara? Não é uma viagem curta nem rápida e agora vamos contar um pouco sobre ela. Aperte os cintos e continue a leitura para descobrir a jornada do café!

Tudo começa na lavoura com a seleção das sementes para preparo das mudas em viveiro e o preparo do terreno. Define-se o espaçamento, faz-se a abertura das covas ou sulcos, a adubação e finalmente o plantio, tendo como cuidados de cultivo as capinas e o combate às pragas e doenças.

 

  • Colheita

A variedade, o clima da região, o sistema de plantio, insolação e chuva definem a florada do ano, influenciando diretamente na maturação dos frutos e consequentemente a época e tipo de colheita a ser empregada.

É de extrema importância para a qualidade do café que haja predominância de grãos maduros (mínimo de 80%) para a geração de aromas e sabores característicos durante a torração. A presença de frutos verdes implica em grãos defeituosos (verdes-pretos, verdes ardidos) que causam adstringência à bebida e os grãos sobre maduros, que sofrem fermentação ainda no arbusto, formam defeitos “grãos pretos” que causam sabor azedo desagradável.

A colheita pode ser feita através de máquinas (derriça) ou “a dedo”, quando somente grãos maduros são colhidos. O método de derriça só é possível em regiões de maturação concentrada, para que haja grande quantidade de grãos maduros colhidos. A jornada do café ainda não acabou, confira o que vem depois da colheita a seguir!

 

  • Preparo Pós-Colheita

Depois de colhido, o café deve ser lavado para separação como a diferença de densidade, dos frutos adequados aos mais defeituosos e de algumas impurezas.

O preparo dos frutos pode acontecer por “via seca”, “via úmida” e “via cereja descascada”.

No processo por via seca, resultam os cafés de terreiro ou naturais. O café, depois de lavado, é conduzido para secar em terreiros e/ou secadores. No terreiro, o café deve ser espalhado e revolvido a cada hora durante o período de sol. A secagem pode ser finalizada em secadores (cilindros rotativos horizontais). Quando bem colhidos e processados, os cafés de terreiro geralmente proporcionam bebidas mais encorpadas e adocicadas.

No processamento por via úmida, o café passa por um despolpador onde os grãos verdes são separados dos maduros que seguem para o processo de fermentação para a retirada da mucilagem. Quanto mais lenta a fermentação, maior a acidez do café. Esse processo deve ser cuidadosamente controlado para evitar formação de sabor e odores desagradáveis, como alcoólicos, fermentados e ardidos, decorrentes de fermentação incompleta ou de duração excessiva. A fermentação é interrompida quando os grãos se atritam facilmente ao serem esfregados na mão. O café é novamente lavado e depois levado para ser seco em terreiro e/ou secador.

O “cereja descascado” é um processo via úmida sem a etapa da fermentação. Com ele é possível conseguir um café com características de cor e corpo semelhantes aos de terreiro, mas com chances de obtenção de melhores padrões de bebida. Uma vez que os grãos verdes são separados, processando-se apenas os frutos maduros. É um processo menos custoso que um “via úmida” e ainda tem a vantagem de ser menos prejudicial ao meio ambiente, pois utiliza-se menos água e adiciona menos matéria orgânica.

 

  • Beneficiamento

Após o processamento, os cafés em coco (via seca) ou os em pergaminho (via úmida e descascado) têm sua camada externa removida (casca, mucilagem e pergaminho). Essa operação é mecanizada: o café passa por um processo de eliminação de impurezas (paus, folhas, terra, pedras, etc.) para então entrar no descascador.

Nessa etapa, o café já possui definidas suas características intrínsecas!

 

Depois de beneficiado, o café está pronto para ser comercializado. Porém, como a qualidade dos grãos é bastante diversificada, faz-se necessária uma classificação na qual se baseará a definição dos preços do café. Tanto no mercado interno como no externo.

Esse assunto é tão importante que dedicaremos uma série aqui no blog especial. Enquanto a segunda parte desta nossa jornada do café não sai, você pode conferir o vídeo que o nosso barista fez. Nele, ele explica sobre os tipos de defeitos do café. Confira aqui.

 

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Descubra a diferença entre Café Arábica e Café Robusta

Descubra a diferença entre Café Arábica e Café Robusta (Canephora)

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Se você gosta de café e é curioso sobre o assunto, já deve ter ouvido falar de café 100% arábica e café conilon, mas você sabe exatamente o que são esses grãos? Se um café não é 100% arábica é o que, então? Aliás, café é tudo a mesma coisa?

Para responder essas questões, vamos entender um pouco mais sobre o cafeeiro e o que cada espécie tem de especial e traz de benefício ao seu cafezinho.

O Café é pertencente à família das Rubiaceae, do gênero Coffea. Das centenas de espécies existentes, apenas duas arcam com o imenso prestígio de 2ª commodity mais comercializada no mundo: Café Arábica e Café Robusta (Canephora).

O Café arábica é a principal espécie, mais produzida, comercializada e valorizada no mundo, principalmente pelas suas características sensoriais que tanto nos encantam.

O Café canéfora, comumente chamado de Robusta, tem na variedade conilon – principal representante aqui no Brasil. Suas características sensoriais são menos intensas que no arábica. Por outro lado, tem mais cafeína e ácidos clorogênicos (antioxidantes), sendo também uma planta mais resistente às diversidades hídricas. O café conilon tem mais sólidos solúveis (a quantidade de compostos que podem ser extraídos e ficam dissolvidos na água) e faz com que seja majoritariamente usado na indústria de café solúvel. Sua composição também favorece a formação da espuma e a sensação de encorpado em alguns blends de café espresso.

Café Arábica e Robusta: cada um com suas características

Como cada um tem suas próprias características, é bastante comum a formulação de blends (misturas entre variedades e espécies) de acordo com o resultado esperado para cada tipo de bebida.

Mas, podemos dizer que um é melhor que o outro? Isso depende, pois essa comparação só seria justa se considerássemos as duas espécies produzidas e processadas da forma mais adequada possível. Assim a escolha poderia ser técnica (melhor para solúvel, por exemplo) ou sensorial (café com aroma e sabor mais intensos). O café arábica de alta qualidade, pelas características sensoriais, tem maior valor comercial que um robusta também de alta qualidade. Mas é possível encontrar conilon de alta qualidade bem mais caro que arábicas de qualidade mais baixa. Isso não depende das características intrínsecas da planta, mas sim do seu cultivo e processamento pós colheita. Esses dois últimos fatores, são os grandes responsáveis pelas variações de qualidade, características sensoriais e, consequentemente, preço do café.

Café é tudo igual?

Assim, respondendo às questões iniciais:

Se um café não é 100% arábica, ele deve ser um blend entre arábica e conilon, mas ambos precisam ser de boa qualidade, para garantir o aroma e o sabor apreciados na bebida. Normalmente, até 20% de café conilon num blend, pouco altera a percepção sensorial do aroma e sabor do arábica.

Portanto, não, café não é tudo igual! Mais do que as espécies e variedades, a qualidade no cultivo e processamento dos grãos são fundamentais para a extração de uma boa bebida!

E isso, nós do Café Carneiro, garantimos a você!

 

Entenda algumas das diferenças entre o café arábica e o robusta:

Tabela: Comparação entre café arábica e café robusta.

  Parâmetros ARÁBICA ROBUSTA/Conillon
Produção Produção mundial exportável 75% 25%
Principais países produtores Brasil, Colômbia, México, Quênia Brasil, Vietnã, Indonésia, Costa do Marfim
Características da planta Tamanho do arbusto (m) 2,5 – 4,5 4,5 – 6,5
Folhas Pequenas ovais Grandes, mais claras
Flores Pequenas Grandes
Formato da semente Ovalada Arredondada
Tamanho da semente (mm) 5 – 13 4 – 8
Clima Ideal Temperado (19 – 22oC) Equatorial (22 – 26oC)
Altitude (m) 600 – 2200 0 – 800
Principais diferenças na composição do grão (% base seca*) Cafeína 1,2 2,2
Carboidratos 58,9 60,8
Ácidos clorogênicos 6,5 10,0
Lipídios 16,0 10,0
Minerais 4,2 4,4
       
Características sensoriais Aroma e Sabor Aroma e sabor mais intensos, Amargor e acidez balanceados

Notas achocolatadas, amendoadas, frutais e de melaço

Aroma e sabor mais suaves

Mais amargo e menos ácido

Notas amadeiradas e terrosas que lembram alguns cereais

*descontando o percentual de umidade do grão

 

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Fontes:

ILLY, A.; VIANI, R.  Espresso Coffee – The Chemistry of Quality.  Academic Press Limited, London, 3rd. 1998.

MATIELLO, J. B.  O café: do cultivo ao consumo.  Coleção do Agricultor (Grãos). São Paulo: Globo, 1991.

Mito ou verdade: Café ajuda na prática esportiva?

Mito ou verdade: Café ajuda na prática esportiva?

By | Curiosidades

Já comentamos aqui em nosso blog sobre os efeitos energéticos do café, comparando-o com alguns tipos de bebidas energéticas que podemos encontrar no mercado. Hoje vamos um pouco além, vamos falar do café como um suplemento para a atividade física. Afinal, café ajuda na prática esportiva? Continue a leitura e descubra!

Bebidas esportivas e suplementos são bastante populares entre atletas e praticantes de atividade física. Recentemente o café também começou a ganhar destaque nesse meio, principalmente pela crescente preocupação em ingerir produtos cada vez mais naturais, evitar açúcar e aditivos artificiais (aromatizantes, corantes, conservantes). Além do próprio café filtrado, espresso ou cold brew (vamos falar dele logo logo, aguarde!) o café também vem sendo usado como ingrediente em bebidas suplementares pré-treino, misturado com cacau, especiarias, leite de coco e outros ingredientes.

Todos os benefícios que o café traz à nossa saúde podem potencializar nossa performance na prática esportiva. Como já comentamos aqui,  a cafeína presente no café melhora a performance cognitiva e psicomotora. Isso acontece pois aumenta o estado de alerta, a energia, a capacidade de concentração, o desempenho em tarefas simples, a atenção auditiva e o tempo de retenção visual, diminuindo a sonolência e o cansaço.

Além da cafeína, os antioxidantes do café sendo os ácidos clorogênicos os principais deles, apresentam efeitos positivos na prevenção de doenças degenerativas, cardiovasculares e neurológicas.
E claro, sendo uma bebida termogênica acelera nosso metabolismo e aumenta o gasto calórico. Contribuindo assim, para a perda de peso.

Mas, como sempre alertamos, o consumo deve ser de acordo com o seu bem-estar ao consumir a bebida, sem causar taquicardia ou outros efeitos negativos. O consumo moderado e a orientação médica são fundamentais para o melhor resultado à sua saúde.
Assim, se você se sente bem, tomar um belo Café Carneiro coado antes dos treinos pode ajudar na sua performance, contribuindo para o alcance dos resultados desejados. O efeito da cafeína pode ser rápido ou levar até 50 min para ser percebido e seu efeito máximo pode acontecer em até 2 horas após a ingestão. O cafezinho permanece em seu organismo por até 4 horas. Mas claro, isso pode variar de acordo com o metabolismo de cada um.

Cuide-se!!!

Referência: https://perfectdailygrind.com/2020/11/can-you-use-coffee-as-a-fitness-supplement/

Método de preparo de café: clever dripper

Métodos de Preparo: conheça o Clever Dripper

By | Curiosidades

Dando continuidade à apresentação de mais um método de preparo, hoje vamos falar da Clever Dripper – um método que combina infusão e filtragem em papel, permitindo também o maior controle da intensidade da bebida extraída.

Este método é relativamente recente – tem em torno de 10 anos – e surgiu em Taiwan (também usado para preparo de chás). Vem se popularizando pela facilidade e possibilidades de diferentes perfis sensoriais. Isto é, para um mesmo tipo de pó, varia-se a proporção do pó de café e água com o tempo de infusão.

O grande diferencial deste método é um sistema exclusivo de válvula que permite o controle do fluxo de extração. Essa válvula, de silicone só é aberta quando o suporte de filtro é apoiado sobre um recipiente ao qual se encaixe (xícara, caneca ou copo, sempre compatíveis com o tamanho da Clever). O equipamento possui uma tampa que o mantém fechado e um pires ao qual fica apoiado durante a infusão (e após, para evitar respingos).

A infusão pode durar de 2 a 4 minutos, pois mais que isso pode amargar a bebida. E a extração é interrompida assim que a Clever é retirada da xícara.

Para não perder o costume,  indicamos o Carneiro Tradicional ou nosso Café Carneiro Espresso em grãos, caso você tenha um moedor em casa. Faça testes com as proporções de pó de café e água, com o tempo de infusão e descubra com quais quantidades e tempo você extrai o melhor Café Carneiro.

Clever Dripper permite preparar um café totalmente de acordo com a sua preferência!

Depois, como sempre, é só saborear seu Café Carneiro em mais um método de preparo diferente!

 

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Aprenda a fazer Máscara de Café em casa

Aprenda a fazer Máscara de Café em casa

By | Curiosidades

O café não é só uma bebida incrível e indispensável no nosso dia a dia. O grão que nos dá essa bebida também contém componentes que nos fazem bem por dentro e por fora. Sim, além de trazer benefícios à nossa saúde, também é para a nossa pele! Continue a leitura e aprenda a fazer uma máscara de café!

Do grão cru – que chamamos de café verde – é extraído (prensado a frio) um óleo essencial com propriedades benéficas para nossa pele. Esse óleo é muito rico em antioxidantes potentes que atuam no processo antienvelhecimento. Com propriedades de proteção aos raios UVA e UVB, chega até a um fator de proteção solar (FSP) 8, além de nutrientes e clareadores. Com todos esses benefícios é claro que já existem no mercado algumas linhas de cosméticos que utilizam o óleo de café em muitos produtos de tratamento para corpo e rosto.

Mas, você sabia que pode usufruir desses benefícios de uma forma artesanal aproveitando a borra do Café Carneiro que é preparado todos os dias em sua casa? Quando você “passa” seu cafezinho, perceba que fica um pouquinho de óleo na água que acaba retido no papel do filtro e na borra. Esse óleo, mesmo sendo extraído do café torrado, preserva muito dos componentes e propriedades do óleo essencial extraído do café cru. Assim, usar a borra do café com regularidade pode trazer benefícios surpreendentes para a pele!

Como preparar a máscara de café?

A melhor forma de usar a borra em casa é como máscara de café esfoliante. A esfoliação é um importante procedimento antienvelhecimento, pois a remoção das células mortas estimula a produção de colágeno e células novas.

Faça seu esfoliante misturando 1 colher de sopa de borra e duas de óleo, que pode ser de coco, amêndoa, oliva, uva ou rosa mosqueta. Para pelas mistas, os mais indicados são os óleos de coco e amêndoa. Para peles mais ressecadas, opte pelos óleos de oliva ou uva. Mas, se quiser investir um pouquinho mais nesse ritual, use o óleo de rosa mosqueta que além de intensificar as propriedades de clareamento, também auxilia no tratamento antienvelhecimento.

Depois de preparar sua mistura de borra e óleo, aplique na pele com movimentos circulares bem suaves em toda a extensão do rosto e deixe por aproximadamente 10 min. Em seguida, lave com um sabonete neutro, de preferência natural/artesanal e use um hidratante apropriado. Essa esfoliação pode ser feita até duas vezes por semana.

Além do rosto, o esfoliante também pode ser usado no corpo, especialmente em área com celulite como um coadjuvante no tratamento. Nas áreas afetadas, faça uma esfoliação vigorosa e deixe a mistura na pela também por uns 10 minutos antes do banho.

Para construção deste texto, tivemos a contribuição de Simone de Lima Machado (@moa.alquimias), uma Itapevense, Bióloga e especialista em Cosmetologia Natural, que sabe muito das maravilhas da Natureza que podem melhorar nossa qualidade de vida.

Aproveite a dica e divirta-se cuidando de você e de quem você ama!

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Como fazer um bom café coado?

Como fazer um bom café coado?

By | Receita #SegredoCarneiro

Já mostramos aqui em nosso blog vários métodos de preparo da nossa bebida preferida, mas sabemos que o café coado continua sendo – se não o preferido – o método mais utilizado nos lares brasileiros.

E aqui vamos dar as principais dicas para fazer o seu café Carneiro coado da melhor forma possível e extrair a melhor bebida que podemos oferecer.

  1.  Escolhendo o filtro
    Você pode usar tanto o filtro de papel quanto o de pano. Para o filtro de pano é importante que o mesmo esteja sempre limpo. Não recomendamos lavá-lo com detergente, pois pode deixar gosto e atrapalhar o sabor da bebida. Portanto, lave-o em água corrente e, ao menos uma vez por semana, é importante escaldá-lo por no mínimo 5 minutos.
    Para o filtro de papel (que mostramos no vídeo em nosso instagram) é importante escaldá-lo antes de colocar o café, para “limpar” o papel de sabores indesejáveis que comprometem a qualidade final da bebida.
  2. Água filtrada e sem açúcar 
    Reforçamos que é imprescindível o uso da água filtrada ou mineral. A água de torneira – mesmo que fervida – pode ter compostos que alteram o sabor da bebida.
    Outro ponto muito importante é não colocar açúcar na água que você passará o café. O açúcar altera o ponto de fervura da água e ela fica mais quente do que deveria, podendo extrair componentes do café que causam amargor.
    Aliás, a temperatura ideal da água é aquela imediatamente antes de ferver, quando as primeiras bolhas começam a aparecer e se soltar.
  3. Acertando o pó
    Enquanto a água ferve e seu filtro já foi escaldado, coloque o pó no filtro e acerte na proporção para ter um cafezinho bem equilibrado: indicamos 4 colheres de sopa de pó de Café Carneiro para 1 litro de água. Não aperte o pó de café no filtro, mas o deixe uniformemente espalhado.
  4. Passar o café
    Despeje um pouco da água para hidratar o pó, e enquanto se delicia com o cheirinho do café, acrescente o resto lentamente pelas bordas em movimentos circulares até o centro do filtro. Para facilitar esta etapa, use uma chaleira com bico fino.
    Depois, é só apreciar seu cafezinho do jeito que mais gosta, seja com açúcar, adoçante, mel ou puro, mas feito com Café Carneiro!

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Conheça o Kalita Wave

Métodos de Preparo: conheça o Kalita Wave

By | Curiosidades

Se você vem acompanhando nosso blog, já deve ter notado que existem diversos métodos de preparo para um bom café. Os diferentes tipos proporcionam bebidas com características sensoriais peculiares e, convenhamos, isso quebra qualquer rotina!Hoje vamos falar de mais um método de preparo usando filtro: o Kalita Wave.

Este método, que inclui suporte e filtro de papel, foi criado em 1958, no Japão pela Kalita Co – principal concorrente da Hario. O desenho do suporte e a forma sanfonada do filtro de papel fazem com que a bebida fique mais encorpada que nos outros métodos que também utilizam filtro. Isso acontece porque o Kalita Wave tem formato cônico com um fundo plano e três furos pequenos, fazendo com que o pó fique mais tempo em contado com a água quente. Além disso, o filtro de papel sanfonado (como uma forminha de brigadeiro) com 20 ondulações, favorece que a água desça de maneira mais uniforme, quase sem tocar na parte interna do suporte. Esse formato de filtro também possibilita que o ar entre no filtro e o suporte impeça a água de perder calor rapidamente.

Quanto ao material do suporte, o mais indicado é a cerâmica (existem também os de metal e de vidro) que além de reter melhor o calor da água, dura por muitos anos sem qualquer interferência no sabor da bebida.

Dicas para uma extração melhor que o café pode oferecer com o Kalita Wave:

  • Use água mineral ou filtrada com temperatura em torno de 96oC (início da fervura);
  • Escalde o filtro de papel antes de colocar o café para tirar o sabor do papel;
  • A proporção água/pó pode variar de acordo com seu gosto pessoal. Uma sugestão pode ser: para um café mais suave, 300ml de água para 20g de café;
  • Primeiro coloque um pouco de água para umedecer o pó e espere uns 30 segundos (aproveite para observa a água entrando em contato com o grão liberando bolhas e um aroma delicioso – efeito bloom)
  • Despeje o restante da água de forma regular e continue em movimentos circulares. Uma chaleira de bico alongado ajuda bastante nesse processo

Para este preparo indicamos o Carneiro Tradicional ou nosso Café Carneiro Espresso em grãos, caso você tenha um moedor na sua casa.

Depois é só saborear seu Café Carneiro em mais um método de preparo diferente!

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Faça o Cantinho do café na sua casa

Faça um cantinho do café na sua casa!

By | Curiosidades

De tendência na decoração a item obrigatório nos lares dos apaixonados por café, o “ Cantinho do Café” é um espaço (seja ele qual for) mágico. Nele, você pode preparar sua bebida preferida, relaxar, dar uma pausa na correria do seu dia, receber amigos e reunir a família.

Do silêncio revigorante à prosa que alegra a alma, esse espaço se tornou ainda mais necessário em tempos de isolamento social. Quando o “home office” nos deixou distantes dos “cafés” das empresas e daquelas pausas necessárias ao longo do expediente.

Mas tem ambiente certo para o tal Cantinho? Claro que não! Você pode montá-lo em qualquer lugar da sua casa, desde que haja espaço para uma cafeteira, algumas xícaras, pote de café, açúcar ou adoçante e vale até garrafa térmica. O importante é que o espaço proporcione praticidade para o seu dia a dia, deixando à mão tudo que você precisa para seu “momento café”. Pode ser na sala de TV ou jantar, na cozinha, escritório, na entrada de casa, embaixo de uma escada, na varanda, no quintal e até no corredor. Você só precisa adaptar os utensílios ao espaço que você tem.

Itens indispensáveis para o seu cantinho do café

Outro item essencial é uma bandeja, ela possibilita levar seu cantinho ou parte dele onde bem desejar. Você pode deixá-la sobre uma mesa de centro, um aparador, em uma estante ou rack, na mesa de refeições ou na bancada da cozinha. Utilize dos ganchos, prateleiras e nichos para colocar os outros utensílios do seu cantinho do café.

Se você quiser investir no seu cantinho com acessórios diferenciados como filtros Hario 60, moedores (para usar nosso Café Espresso em grãos e moê-lo na hora do preparo), veja as dicas do nosso blog sobre modos de preparo para se inspirar.

Busque ideias na internet, há opções, tamanhos e bolsos para todos os gostos, mas não esqueça do mais importante: deixe seu Cantinho do Café com a sua cara. Aproveite do que já tem em casa: xícaras antiguinhas, copos variados e canecas avulsas podem dar seu charme. Escolha sua cafeteira preferida e, claro, seu Café Carneiro! Assim, seu cantinho além de aconchegante, ficará um verdadeiro encanto!

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