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Cafés pelo Mundo: Tóquio

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Por: Luciane Carneiro Mendes

 

Quando pensamos no Japão, muitas imagens nos vêm em mente: da tradição milenar à mais alta tecnologia, sushis, cerimônia do chá, quimonos e cerejeiras floridas… Certamente o café não faz parte desse repertório, mas há sim uma relação muito interessante dos japoneses com a nossa bebida preferida…

Embora não esteja entre os países que mais consomem café no mundo (per capta), o Japão é um dos grandes importadores dessa comodity, sendo o quinto maior importador do café brasileiro.

Mesmo com a tradição do chá, o café faz parte da rotina do japonês, principalmente nas grandes cidades, como Tóquio e entre a população mais jovem. Com o crescente aumento do turismo na capital do país, as cafeterias e o consumo tiveram um significativo aumento.

Antes considerada uma bebida exótica, o café consumido no Japão é de alta qualidade e o fascínio japonês pela perfeição contribuiu para o desenvolvimento de diferentes métodos de preparo e acessórios para se chegar a melhor bebida possível. Como já mencionamos em artigos anteriores sobre métodos de preparo, é de lá que vêm as marcas Hario e Kalita, reconhecidas pelos mais exigentes baristas do mundo.

Em 2019, tive o privilegio e o prazer de conhecer Tóquio com meu irmão e meu filho. Foi uma viagem cheias de descobertas e muito café! Semelhante ao que acontece nos Estados Unidos, mas numa proporção muito maior, quando você entra num mercado (de qualquer tamanho) a quantidade de opções de cafés prontos para beber é assustadora: em latas ou em garrafinhas, com ou sem leite, com ou sem açúcar e cappuccinos! Experimentei alguns: de intragáveis a deliciosos, havia de tudo! Há também uma enorme opção de cafés solúveis bons, mas sempre com aquele saborzinho de café solúvel no fundo. Este café pronto para beber é consumido principalmente no deslocamento para o trabalho, que exige uma rotina extremamente puxada.

Há também muitas cafeterias, dos mais diferentes tipos em toda a cidade. Das recentes redes americanas e italianas aos tradicionais cafés japoneses inspirados em mangás. Isso sem falar dos “cat cafés”, que confesso, foi uma decepção. Você paga caro para entrar e ficar alguns minutos, pode brincar com os gatos, mas se quiser tomar um café, paga para pegar um numa máquina de instantâneos… Duas coisas me chamaram a atenção: a primeira é que na maioria dos lugares nos quais tomamos café (nas ruas ou nas estações de metrô) sempre havia um cardápio com opções de café de diferentes procedências e tipos, o que mostra uma bela  diversidade de qualidade; a segunda, são as cafeterias de “porta” – pequenos espaços, com não mais de um metro, no qual você compra o café da calçada mesmo. Normalmente espresso, esses cafés são deliciosos!

Dica para acompanhar um delicioso café: muffin de matcha! Combinação perfeita!

Mas o café não fica só nas bebidas e vai também para iogurtes, sorvetes e sobremesas. Aliás, a gelatina de café é bastante tradicional e muito gostosa. Quer saber a receita? Comenta no post que postamos para você!

Cafés Pelo Mundo: Colômbia

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Se você é um apaixonado por café, como nós, certamente já ouviu em algum lugar que o café colombiano é o melhor café do mundo. Mas, será que isso é verdade mesmo? Vamos entender um pouco da recente história do café na Colômbia para poder responder essa pergunta…

No início do século passado, a Colômbia se tornou o segundo maior produtor de café do mundo (lembrando que o Brasil é o primeiro), lugar que ocupou até 2011 quando foram ultrapassados pelo Vietnã.

Assim como no Brasil, o café teve papel fundamental no desenvolvimento econômico colombiano. Foi responsável pela industrialização do país sendo a porta para o capitalismo global trazendo a possibilidade de estabilidade em um país pobre e violento.

Com uma geografia que favorece o plantio à sombra em altas altitudes, os grãos colombianos são apreciados especialmente pela sua característica acidez (resultado de processamento pós colheita – via úmida – no qual os grãos são fermentados ainda com a polpa para depois serem secos) e também por notas frutais cítricas.

Mas, será que essas notas sensoriais são o único motivo para tamanha fama do Café Colombiano? O fato é que a Federação dos cafeicultores do país, com um eficientíssimo trabalho realizado pela agência DDB de Nova York, vendeu ao mundo a imagem do “melhor café do mundo” com a criação do personagem “Juan Valdez” – um produtor camponês que produzia seu café quase artesanalmente, colhido a mão nas melhores condições de plantio. A fama de “Juan Valdez” foi tanta que na década de 1980 o personagem estava entre as três personalidades latino-americanas mais conhecidas nos EUA, juntamente com Fidel Castro e Pelé”

Porém, o fato de serem bons produtores de café não implica que os colombianos sejam bons “bebedores” de café. 93% do café produzido no país ainda é exportado! E para atender o mercado interno, importações do Peru e Equador são recorrentes.

Nas cafeterias colombianas é comum se tomar um café “requentado” chamado “tinto” com gosto queimado e metálico. Não tão ruim pode ser um expresso ou um café preparado na hora, mas o que sobra para o mercado interno são café de baixa qualidade torrados excessivamente. Todavia, sim, existem cafeterias mais especializadas onde é possível tomar um café colombiano especial, nos padrões exportados, como nas famosas cafeterias Juan Valdez.

Infelizmente, este fato não é muito diferente aqui no Brasil. Grande parte dos café de melhor qualidade é de fato exportada, obviamente pelo melhor preço pago pelo mercado internacional, mas nas últimas décadas esse cenário vem se transformando com marcas de baixa qualidade sendo reveladas pelo não uso do selo ABIC de pureza e pela valorização no mercado interno de cafés de alta qualidade e especiais (como o Café Carneiro Reserva Especial, por exemplo).

 

Fonte: https://www.semana.com/internacional/articulo/por-que-se-toma-cafe-de-baja-calidad-en-colombia-si-es-un-pais-cafetero/302098/

Cafés pelo Mundo: Países Nórdicos

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É mais que sabido que nós, brasileiros, somos um povo apaixonado por café. Também já vimos nesta nossa série que os norte-americanos são amantes da bebida, mas nada se compara ao consumo de café nos países Nórdicos: Finlândia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Suécia.

Dos 6 maiores consumidores per capta (consumo por habitante) no mundo, 5 são os países citados acima! Para se ter uma ideia, enquanto aqui no Brasil o consumo per capta é de 5,8 Kg/habitante/ano, na Finlândia o consumo é de 12 kg/habitante/ano (na Noruega é de 9,9 kg, na Islândia é de 9 kg, Dinamarca de 8,7 kg e Suécia de 8,1 kg/habitante/ano).

Muito desse hábito de tomar café está associado às condições geográficas desses países: muito frio e inverno com pouca luz. Em janeiro, por exemplo, são pouco mais de três horas de sol por dia. Assim, o café ajuda as pessoas a se manterem aquecidas e acordadas mesmo com pouca luz natural.

Na Finlândia, a média de consumo são de 8 xícaras por dia, sendo o café consumido em praticamente todas as refeições. O hábito é parte da cultura finlandesa e recusar uma xícara de café quando oferecida é um ato bastante rude. A famosa pausa para um cafezinho no ambiente de trabalho é lei, literalmente (leis trabalhistas no país preveem dois intervalos de 15 min durante o expediente para isso). Os finlandeses também possuem palavras específicas para cada momento em que tomam café, por exemplo: “aamukahvi” é o café da manhã, “vaalikahvit” é o café tomado nos dias de eleição após a votação.

Já imaginaram se aqui no Brasil tomássemos tanto café assim?

E você, toma café como um finlandês ou como um brasileiro mesmo?

 

 

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/qual-e-o-pais-que-mais-consome-cafe-no-mundo-dica-nao-e-o-brasil/

Café pelo Brasil

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Há algumas semanas estamos contando como o café é consumido em diferentes países, mas hoje vamos nos manter em terras brasileiras que, com sua imensidão e diversidade também mostra formas diferentes de consumir um belo cafezinho.

A região Sudeste, maior consumidora de café do país (45%) do total, é sem dúvida a que abrange um maior número de opções. Do famoso pingado (espresso + um “pingo” de leite) que normalmente acompanha um pão da chapa em São Paulo, ao carioca (coado ou espresso diluído com um pouco mais de água) para dar conta do calor no Rio de Janeiro, há cafés para todos os gostos e temperaturas.

E quando pensamos em cafeterias, Belo Horizonte tem tradicionais e ótimas opções delas para atender aos mais exigentes paladares, como a “Academia do Café” e o “Café com Letras”. São Paulo também não fica atrás, como excelentes cafeterias nos mais diversos bairros abrangendo toda a metrópole, como a “Coffee Lab” na Vila Madalena e o “Um Coffee Co” no Bom Retiro.

A segunda região que mais consome café é o Nordeste (22%), com um consumo per capta maior que a médias nacional! Lá, mesmo com as altas temperaturas os cafés mais fortes fazem sucesso e o espresso têm um consumo bastante significativo.

Na região Sul, fica difícil concorrer com o chimarrão, porém é dessa região a cidade com algumas das melhores cafeterias do Brasil: Curitiba! Cafeterias superespecializadas com o que há de melhor no mundo do café estão espalhadas pelos bairros e no centro, sendo praticamente passeio obrigatório para quem visita a cidade. Aqui vão algumas sugestões: Lucca Cafés Especiais, Botanique e o Café Arte e Letra.

As regiões Norte e Centro-Oeste consomem menos café variando entre os tradicionais coados ou preparados em máquinas e o espresso. Em Brasília cafeterias como a Los Baristas – Casa de Cafés e Esnesto cafés Especiais são ótimas opções para saborear um bom café.

 

Fontes:

https://reviewcafe.com.br/dicas-e-receitas/dados-sobre-cafe-no-brasil

https://sindicafe.com.br/nordeste-e-a-regiao-que-mais-consome-cafe-no-pais/

https://vejasp.abril.com.br/blog/delicia-de-conta/cafe-onde-pedir-delivery/

https://veja.abril.com.br/gastronomia/as-melhores-cafeterias-de-curitiba-segundo-veja-comer-beber-2019-2020/

Cafés pelo mundo: o Café americano

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Seguramente você já assistiu a um filme americano e viu alguns personagens bebendo aqueles grandes copos de café. Se o personagem abriu o copo, então você pode ver uma bebida clara, rala, quase parecendo um chá, que chamamos debochadamente de “chafé”.

Sim, este é um fato: os americanos em geral bebem um café preparado com uma proporção de pó/água diferente da qual estamos acostumados. E com esses grandes copos saem todas as manhãs pelas ruas das cidades (pequenas e, principalmente, nas grandes) antes do trabalho.

Desde o século passado o EUA é o maior consumidor de café do mundo e segundo maior em consumo per-capta. Como não é produtor dos grãos, é o maior importador de café há muitos séculos. 62% dos americanos consomem café todos os dias e 70% consomem toda semana!

Essa história começa no século XVII com a chegada do café em Nova Amsterdã – atual Nova York. Logo, substituiu o chá dos ingleses se incorporando a uma nova e própria identidade americana. No século XX, perpetuou sua importância no “american way” (estilo de vida americano) sendo consumido não só como conhecemos em seus diferentes modos de preparo, mas também como bebida pronta e como ingrediente de diversos produtos nos supermercados.

Em casa o preparo mais comum é o filtrado nas cafeteiras elétricas (muito presente nos filmes também).  Nas ruas há esse mesmo filtrado e o espresso com adição de água além de derivações da bebida como cappuccinos e lattes. Nos supermercados e em algumas cafeterias existem os cafés prontos para beber em latas ou garrafinhas, com ou sem leite. Nos últimos anos, os cafés frios (Cold Brew, cafés com gelo, frappés) tiveram seu consumo aumentado, principalmente na população mais jovem – 20% consomem ao menos 1 café frio por semana.

Os números impressionam e não é à toa que o país do “chafé” é um lançador de tendência na atualidade, desde o “boom” das cafeterias de qualidade em Seattle até o consumo do café frio. Para tomar até 500ml de café numa única dose, além de diluído esse café tem que ser de ótima qualidade e isso é confirmado quando vemos que 60% dos grãos importados pelo EUA são de café gourmet e especiais.

Então, já que não dá para fazer uma viagem, que tal prepara um Café Carneiro Reserva Especial coado numa proporção mais diluída, colocar num pelo copo e curtir o momento?!

 

Fontes: BANKS, M.; McFADDEN, C.; ATKINSON, C.  The World Encyclopedia of Coffee.  London: Annes Publishing Limited, 1999  256p.

https://www.revistanegociorural.com.br/noticias/estados-unidos-atingem-novos-recordes-de-consumo-de-cafe/

Cafés pelo Mundo: O Espresso Italiano

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Quando pensamos Itália muitas associações podem ser feitas, do futebol a macarronada. Se adicionarmos o café a essa associação logo o Espresso vem em mente, mais fortemente que em qualquer outro país.

Para iniciar esta história, voltamos à Veneza, ainda no séc XVI quando os primeiros chegaram à cidade. Lá nasceu uma das cafeterias mais antigas ainda em funcionamento – o Café Florian (1720), na famosa Piazza San Marco.

Da chegada do café à Itália até a “invenção” do espresso 4 séculos se passaram…

No início dos anos 1900, o consumo do café fora de casa já era bastante considerável nas principais cidades italianas e logo uma necessidade surgiu: prepara o café o melhor e mais rápido possível para atender à demanda. Neste contexto, em Milão, Luigi Bezzera aprimorou a ideia de extrair o café sobre pressão de vapor conseguindo uma bebida bastante encorpada, prepara em segundos!

Porém, o nome “espresso” veio um pouco mais tarde, por volta de 1946 com a comercialização de máquinas que extraiam a bebida usando pressão de vapor, criadas por Achille Gaggia, que garantia que essas máquinas preparavam a bebida de forma rápida. Usando essas duas propriedades – sob pressão e rápido – veio o nome Espresso em italiano que é originário do latim expressus, particípio passado de exprĭmĕre, que significa entre outras coisas “apertar com força, comprimir, espremer, tirar de, arrancar”. Por isso a grafia com a letra ”s” e não com a letra ”x” (expresso, no português).

Desde os anos 1950, as “máquinas de espresso” se espalharam por toda Itália e por o todo o mundo. Difícil um italiano começar bem seu dia sem uma bela xícara de espresso! Lá, onde não se pede um “café espresso”, mas somente um “espresso”, a dose é ainda menor que aqui no Brasil a qual chamamos de Ristretto.

Agora é só aproveitar e se deliciar um delicioso Café Carneiro espresso, na sua padaria ou restaurante preferido aqui na região!

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9_expresso

Cafés pelo Mundo: Os Cafés de Paris

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Se Constantinopla (atual Istambul), na Turquia, foi o berço das Casas de Café, Paris foi a cidade que consolidou o charme das cafeterias no Ocidente.

Quando um turista chega em Paris já percebe que os cafés fazem parte do cotidiano da cidade. Um parisiense normalmente começa seu dia num café, tomando a bebida com um croissant e lendo as notícias. Nos dias mais quentes, suas varandas ficam lotadas até tarde da noite, mostrando uma das mais caraterísticas imagens da Cidade Luz.

Essa história começa em meados do século XVII, quando o café a Paris (1669) e anos depois o italiano Francisco Procopio dei Coltelli criava o que se tornaria a primeira cafeteria parisiense: o Café Procope. Logo, o requintado lugar passou a abrigar escritores, poetas, atores e músicos. Rousseau, Diderot e Voltaire, entre outros, bebiam quantidades absurdas de café no Procope, que teve até o jovem Napoleão Bonaparte como cliente. Muitas outras cafeterias ganharam destaque na cena cultural e intelectual da cidade, como Aux Des Margots, Café de Flore e o Café de la Paix, visitado até mesmo pela realeza.

Em casa, os franceses costumavam a servir o café com baguete e era comum mergulhar esse pão na bebida. Provavelmente, foram os primeiros a tomar o café com leite – o famoso “café au lait” – e a servir o café após o jantar em pequenas xícaras com um pouco de licor para ajudar na digestão.

Em meados da década de 1850, após grandes transformações históricas (Revolução Francesa, ascensão e a queda de Napoleão etc.), o público dos cafés começava a se tornar mais diverso com a admissão de cavalheiros de ascendência menos nobre, assim como algumas pouquíssimas mulheres. Na virada para o XX, Paris – que já colecionava algumas centenas de cafés – vivia o auge do período de euforia conhecido como Belle Epoque e acolhia um número cada vez maior de imigrantes e de artistas de todos os matizes, atraídos pela aura inspiradora da cidade.

Ao longo do século XX, muito se discutiu, produziu e se testemunhou à mesa dos cafés parisienses: artistas, intelectuais, filósofos, escritores, mecenas, homens de destaque e pessoas comuns ali compartilharam com angústia as notícias da 1ª e 2ª Guerra Mundial.

E foi assim que ao longo dos séculos, o café foi sendo convertido em um verdadeiro personagem da história francesa: mais do que um lugar de memória, de convívio e de socialização, o café foi testemunha de um processo histórico diversificado, onde viveu-se, escreveu-se e ainda se escreve a História.

 

Fontes: BANKS, M.; McFADDEN, C.; ATKINSON, C.  The World Encyclopedia of Coffee.  London: Annes Publishing Limited, 1999  256p.

Conexão Paris

Cafés pelo mundo: O café turco

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Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2013, pela UNESCO, o Café Turco tem o início de sua história entre os séculos XV e XVI.

Registros árabes do séc XVI contam que as primeiras Casas de Café em Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) surgiram por volta de 1554 e logo se tornaram uma tendência. Esses estabelecimentos eram rica e confortavelmente decorados com suntuosos sofás, tapetes e almofadas. Recebiam intelectuais, amantes de xadrez e outros jogos e eram entretidos com contadores de estórias. poetas, músicos e dançarinos. Tais cafeterias cresceram em número e abrigaram membros de diversas classes sociais e com diferentes interesses – “networking”, ciência, arte e diversão.

A bebida já era um hábito. Os turcos a consumiam tanto em casa quanto nas cafeterias. Dizia-se que em Constantinopla se gastava tanto com café quanto com vinho em Paris.

A medida em que o café se desassociava dos rituais religiosos, as Casas de café – Qahveh Khaneh – se espalhavam por todo o Oriente Médio. Pequenos estabelecimentos que só preparavam e vendiam a bebida e até mesmo ambulantes estavam por todos os lados.

Nenhuma interação social estava completa sem um café, que era servido em barbearias antes de um corte de cabelo, por comerciantes antes de qualquer negociação, entre amigos e em banquetes formais. Não havia sequer uma casa de ricos ou pobres, turcos, judeus, grecos ou armênios, em que não se tomasse ao menos duas xícaras de café ao dia.

Não há dúvida que Constantinopla foi o berço de muitos dos hábitos relacionados ao consumo de café que até hoje mantemos no nosso dia a dia.

No início, o café era preparado com o grão inteiro sendo torrado em pratos de metal e depois fervidos em água. Com o aumento da demanda e com o interesse em se obter cada vez mais uma bebida melhor, o café depois de torrado passou a ser moído para ser fervido com a água. Nascia assim o famoso Café Turco que em 2013 passou a integrar a lista de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

O Café Turco é preparado com o pó de café finamente moído (pulverizado) com água em um recipiente especial chamado ibrik, tradicionalmente feito de cobre.  A água com o pó é fervida (com ou sem açúcar) e depois a mistura é colocada numa xícara sem que seja filtrado. Antes de beber, deve-se esperar alguns minutos para que o pó decante no fundo da xícara. A bebida é tomada até que se sinta os primeiros traços de pó nos lábios. Algumas especiarias, como cardamomo, anis estrelado e canela também podem ser acrescentados para incrementar o sabor da bebida.

Mas a tradição do café Turco não para por aí. A borra do café que fica no fundo da xícara pode ser usada para a leitura da “sorte”. Depois que o café é bebido, a xícara é virada ao contrário no pires para que a borra se espalhe e esfrie. As “imagens” formadas na louça são então lidas, num processo chamado de Kahve Fali ou cafeomancia.

Cá pra nós, sorte mesmo é poder deliciar um belo Café Carneiro, não é mesmo?!!!!

 

Fontes: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9_turco

BANKS, M.; McFADDEN, C.; ATKINSON, C.  The World Encyclopedia of Coffee.  London: Annes Publishing Limited, 1999  256p.

Quanto de café posso tomar em um dia?

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Há um consenso no mundo científico de que de 3 a 5 xícaras de café por dia garantem um consumo saudável dessa bebida. Essas doses tomam como referência uma quantidade de cafeína de 300 a 500mg/dia para um adulto sem comorbidades, que garantiriam os benefícios dessa substância sem causar desconfortos e possíveis riscos de uma ingestão excessiva.

Essa quantidade também asseguraria outros benefícios da bebida, como a ingestão de antioxidantes, niacina e outras substâncias que contribuem para o bom funcionamento do nosso organismo.

No entanto, precisamos ficar atentos que essa “xícara” se refere, em média, a 50 ml de bebida coada, considerando proporção de 8 a 10g de pó para 100ml de água. Como já mencionamos anteriormente em diversos textos do nosso blog, são muitos os fatores que determinam a composição da nossa bebida: desde as características intrínsecas do grão (que por sua vez depende da variedade, solo etc.) até os diferentes métodos de preparo. Por exemplo: você normalmente toma um espresso de 30 ml, mas ele pode ter mais cafeínas que a mesma quantidade de bebida de um coado porque a proporção pó/água é diferente…

Enfim, os estudos dessa dose de 3 a 5 xícaras já levaram em consideração muitas dessas variáveis. Mas sempre vale lembrar que você deve observar as sensações que o consumo de café lhe causa: enquanto fizerem você se sentir bem, provavelmente não há nada de errado com a quantidade! Qualquer desconforto, observe se a redução do consumo te ajuda e sempre converse com seu médico.

No mais, desfrute com sabedoria essa bebida que pode ser muito benéfica para a sua saúde!

Já tomou seu cafezinho Carneiro hoje?

 

Referências:

Alvez, R.; Casal, S; Oliveira, B. Benefícios do café na saúde: mito ou realidade. Química Nova 32 (8), 2169-2180, 2009.

Encarnação, R de O; Lima, D. R. Café & saúde humana. Embrapa Informação Tecnológica, 2003.

Mejia, E. G.; Ramirez-Mares, M. V. Impacto f caffeine and coffee on our health. Trends in Endocrinology and Metabolism 25 (10), 2014.

Métodos de preparo: conheça o Sifão

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Em publicações anteriores, falamos de diversos tipos de preparo de café, cada um deles com suas particularidades e todos possíveis de serem preparados em casa para variar e incrementar nosso delicioso hábito de tomar café.

Continuando nossa jornada, neste texto falaremos sobre o método Sifão (Syphon) ou “globinho” como e apelidado é por aqui.

(fonte: www.hario.jp)

Mais complexo para ser usado em casa – pelo seu custo e atenção que demanda – de todos os métodos que conhecemos para preparar nossa bebida preferida, este é sem dúvida o mais diferente, impressionante e divertido! Primeiro porque o equipamento mais parece um aparato de laboratório de química, segundo, porque mostra processos físicos que em muitos equipamentos não visualizamos: como formação de vácuo e condensação (que acontece na cafeteira italiana, por exemplo).

O método, que foi criado na França, em 1840, consiste das seguintes etapas:

– O aquecimento da água na parte inferior (“globinho”) que cria pressão fazendo com que a água suba para a câmara superior

– Na parte superior a água entra em contato com o pó de café que deve permanecer em fusão de 1 a 3 minutos (dependendo da intensidade da bebida desejada)

– Com a fonte de aquecimento desligada e diminuição da temperatura, cria-se um vácuo na parte inferior fazendo com que a bebida desça passando pelo filtro (na base da parte superior) e voi lá! Está pronto um café encorpado e muito.

Mesmo não preparando em casa, tendo a oportunidade em alguma cafeteria especializada, não deixe de provar a bebida prepara no Sifão, considerada por alguns baristas como a mais equilibrada entre diversos métodos.

 

Gostou deste método? Não deixe de conferir os textos anteriores e nos conte em nossas redes sociais se tem algum método que você gostaria que publicássemos aqui.