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Cafés Pelo Mundo: Colômbia

By | Curiosidades

Se você é um apaixonado por café, como nós, certamente já ouviu em algum lugar que o café colombiano é o melhor café do mundo. Mas, será que isso é verdade mesmo? Vamos entender um pouco da recente história do café na Colômbia para poder responder essa pergunta…

No início do século passado, a Colômbia se tornou o segundo maior produtor de café do mundo (lembrando que o Brasil é o primeiro), lugar que ocupou até 2011 quando foram ultrapassados pelo Vietnã.

Assim como no Brasil, o café teve papel fundamental no desenvolvimento econômico colombiano. Foi responsável pela industrialização do país sendo a porta para o capitalismo global trazendo a possibilidade de estabilidade em um país pobre e violento.

Com uma geografia que favorece o plantio à sombra em altas altitudes, os grãos colombianos são apreciados especialmente pela sua característica acidez (resultado de processamento pós colheita – via úmida – no qual os grãos são fermentados ainda com a polpa para depois serem secos) e também por notas frutais cítricas.

Mas, será que essas notas sensoriais são o único motivo para tamanha fama do Café Colombiano? O fato é que a Federação dos cafeicultores do país, com um eficientíssimo trabalho realizado pela agência DDB de Nova York, vendeu ao mundo a imagem do “melhor café do mundo” com a criação do personagem “Juan Valdez” – um produtor camponês que produzia seu café quase artesanalmente, colhido a mão nas melhores condições de plantio. A fama de “Juan Valdez” foi tanta que na década de 1980 o personagem estava entre as três personalidades latino-americanas mais conhecidas nos EUA, juntamente com Fidel Castro e Pelé”

Porém, o fato de serem bons produtores de café não implica que os colombianos sejam bons “bebedores” de café. 93% do café produzido no país ainda é exportado! E para atender o mercado interno, importações do Peru e Equador são recorrentes.

Nas cafeterias colombianas é comum se tomar um café “requentado” chamado “tinto” com gosto queimado e metálico. Não tão ruim pode ser um expresso ou um café preparado na hora, mas o que sobra para o mercado interno são café de baixa qualidade torrados excessivamente. Todavia, sim, existem cafeterias mais especializadas onde é possível tomar um café colombiano especial, nos padrões exportados, como nas famosas cafeterias Juan Valdez.

Infelizmente, este fato não é muito diferente aqui no Brasil. Grande parte dos café de melhor qualidade é de fato exportada, obviamente pelo melhor preço pago pelo mercado internacional, mas nas últimas décadas esse cenário vem se transformando com marcas de baixa qualidade sendo reveladas pelo não uso do selo ABIC de pureza e pela valorização no mercado interno de cafés de alta qualidade e especiais (como o Café Carneiro Reserva Especial, por exemplo).

 

Fonte: https://www.semana.com/internacional/articulo/por-que-se-toma-cafe-de-baja-calidad-en-colombia-si-es-un-pais-cafetero/302098/

Cafés pelo Mundo: Países Nórdicos

By | Curiosidades

É mais que sabido que nós, brasileiros, somos um povo apaixonado por café. Também já vimos nesta nossa série que os norte-americanos são amantes da bebida, mas nada se compara ao consumo de café nos países Nórdicos: Finlândia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Suécia.

Dos 6 maiores consumidores per capta (consumo por habitante) no mundo, 5 são os países citados acima! Para se ter uma ideia, enquanto aqui no Brasil o consumo per capta é de 5,8 Kg/habitante/ano, na Finlândia o consumo é de 12 kg/habitante/ano (na Noruega é de 9,9 kg, na Islândia é de 9 kg, Dinamarca de 8,7 kg e Suécia de 8,1 kg/habitante/ano).

Muito desse hábito de tomar café está associado às condições geográficas desses países: muito frio e inverno com pouca luz. Em janeiro, por exemplo, são pouco mais de três horas de sol por dia. Assim, o café ajuda as pessoas a se manterem aquecidas e acordadas mesmo com pouca luz natural.

Na Finlândia, a média de consumo são de 8 xícaras por dia, sendo o café consumido em praticamente todas as refeições. O hábito é parte da cultura finlandesa e recusar uma xícara de café quando oferecida é um ato bastante rude. A famosa pausa para um cafezinho no ambiente de trabalho é lei, literalmente (leis trabalhistas no país preveem dois intervalos de 15 min durante o expediente para isso). Os finlandeses também possuem palavras específicas para cada momento em que tomam café, por exemplo: “aamukahvi” é o café da manhã, “vaalikahvit” é o café tomado nos dias de eleição após a votação.

Já imaginaram se aqui no Brasil tomássemos tanto café assim?

E você, toma café como um finlandês ou como um brasileiro mesmo?

 

 

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/qual-e-o-pais-que-mais-consome-cafe-no-mundo-dica-nao-e-o-brasil/

Cafés pelo mundo: o Café americano

By | Curiosidades

Seguramente você já assistiu a um filme americano e viu alguns personagens bebendo aqueles grandes copos de café. Se o personagem abriu o copo, então você pode ver uma bebida clara, rala, quase parecendo um chá, que chamamos debochadamente de “chafé”.

Sim, este é um fato: os americanos em geral bebem um café preparado com uma proporção de pó/água diferente da qual estamos acostumados. E com esses grandes copos saem todas as manhãs pelas ruas das cidades (pequenas e, principalmente, nas grandes) antes do trabalho.

Desde o século passado o EUA é o maior consumidor de café do mundo e segundo maior em consumo per-capta. Como não é produtor dos grãos, é o maior importador de café há muitos séculos. 62% dos americanos consomem café todos os dias e 70% consomem toda semana!

Essa história começa no século XVII com a chegada do café em Nova Amsterdã – atual Nova York. Logo, substituiu o chá dos ingleses se incorporando a uma nova e própria identidade americana. No século XX, perpetuou sua importância no “american way” (estilo de vida americano) sendo consumido não só como conhecemos em seus diferentes modos de preparo, mas também como bebida pronta e como ingrediente de diversos produtos nos supermercados.

Em casa o preparo mais comum é o filtrado nas cafeteiras elétricas (muito presente nos filmes também).  Nas ruas há esse mesmo filtrado e o espresso com adição de água além de derivações da bebida como cappuccinos e lattes. Nos supermercados e em algumas cafeterias existem os cafés prontos para beber em latas ou garrafinhas, com ou sem leite. Nos últimos anos, os cafés frios (Cold Brew, cafés com gelo, frappés) tiveram seu consumo aumentado, principalmente na população mais jovem – 20% consomem ao menos 1 café frio por semana.

Os números impressionam e não é à toa que o país do “chafé” é um lançador de tendência na atualidade, desde o “boom” das cafeterias de qualidade em Seattle até o consumo do café frio. Para tomar até 500ml de café numa única dose, além de diluído esse café tem que ser de ótima qualidade e isso é confirmado quando vemos que 60% dos grãos importados pelo EUA são de café gourmet e especiais.

Então, já que não dá para fazer uma viagem, que tal prepara um Café Carneiro Reserva Especial coado numa proporção mais diluída, colocar num pelo copo e curtir o momento?!

 

Fontes: BANKS, M.; McFADDEN, C.; ATKINSON, C.  The World Encyclopedia of Coffee.  London: Annes Publishing Limited, 1999  256p.

https://www.revistanegociorural.com.br/noticias/estados-unidos-atingem-novos-recordes-de-consumo-de-cafe/

Cafés pelo Mundo: O Espresso Italiano

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Quando pensamos Itália muitas associações podem ser feitas, do futebol a macarronada. Se adicionarmos o café a essa associação logo o Espresso vem em mente, mais fortemente que em qualquer outro país.

Para iniciar esta história, voltamos à Veneza, ainda no séc XVI quando os primeiros chegaram à cidade. Lá nasceu uma das cafeterias mais antigas ainda em funcionamento – o Café Florian (1720), na famosa Piazza San Marco.

Da chegada do café à Itália até a “invenção” do espresso 4 séculos se passaram…

No início dos anos 1900, o consumo do café fora de casa já era bastante considerável nas principais cidades italianas e logo uma necessidade surgiu: prepara o café o melhor e mais rápido possível para atender à demanda. Neste contexto, em Milão, Luigi Bezzera aprimorou a ideia de extrair o café sobre pressão de vapor conseguindo uma bebida bastante encorpada, prepara em segundos!

Porém, o nome “espresso” veio um pouco mais tarde, por volta de 1946 com a comercialização de máquinas que extraiam a bebida usando pressão de vapor, criadas por Achille Gaggia, que garantia que essas máquinas preparavam a bebida de forma rápida. Usando essas duas propriedades – sob pressão e rápido – veio o nome Espresso em italiano que é originário do latim expressus, particípio passado de exprĭmĕre, que significa entre outras coisas “apertar com força, comprimir, espremer, tirar de, arrancar”. Por isso a grafia com a letra ”s” e não com a letra ”x” (expresso, no português).

Desde os anos 1950, as “máquinas de espresso” se espalharam por toda Itália e por o todo o mundo. Difícil um italiano começar bem seu dia sem uma bela xícara de espresso! Lá, onde não se pede um “café espresso”, mas somente um “espresso”, a dose é ainda menor que aqui no Brasil a qual chamamos de Ristretto.

Agora é só aproveitar e se deliciar um delicioso Café Carneiro espresso, na sua padaria ou restaurante preferido aqui na região!

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9_expresso

Cafés pelo Mundo: Os Cafés de Paris

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Se Constantinopla (atual Istambul), na Turquia, foi o berço das Casas de Café, Paris foi a cidade que consolidou o charme das cafeterias no Ocidente.

Quando um turista chega em Paris já percebe que os cafés fazem parte do cotidiano da cidade. Um parisiense normalmente começa seu dia num café, tomando a bebida com um croissant e lendo as notícias. Nos dias mais quentes, suas varandas ficam lotadas até tarde da noite, mostrando uma das mais caraterísticas imagens da Cidade Luz.

Essa história começa em meados do século XVII, quando o café a Paris (1669) e anos depois o italiano Francisco Procopio dei Coltelli criava o que se tornaria a primeira cafeteria parisiense: o Café Procope. Logo, o requintado lugar passou a abrigar escritores, poetas, atores e músicos. Rousseau, Diderot e Voltaire, entre outros, bebiam quantidades absurdas de café no Procope, que teve até o jovem Napoleão Bonaparte como cliente. Muitas outras cafeterias ganharam destaque na cena cultural e intelectual da cidade, como Aux Des Margots, Café de Flore e o Café de la Paix, visitado até mesmo pela realeza.

Em casa, os franceses costumavam a servir o café com baguete e era comum mergulhar esse pão na bebida. Provavelmente, foram os primeiros a tomar o café com leite – o famoso “café au lait” – e a servir o café após o jantar em pequenas xícaras com um pouco de licor para ajudar na digestão.

Em meados da década de 1850, após grandes transformações históricas (Revolução Francesa, ascensão e a queda de Napoleão etc.), o público dos cafés começava a se tornar mais diverso com a admissão de cavalheiros de ascendência menos nobre, assim como algumas pouquíssimas mulheres. Na virada para o XX, Paris – que já colecionava algumas centenas de cafés – vivia o auge do período de euforia conhecido como Belle Epoque e acolhia um número cada vez maior de imigrantes e de artistas de todos os matizes, atraídos pela aura inspiradora da cidade.

Ao longo do século XX, muito se discutiu, produziu e se testemunhou à mesa dos cafés parisienses: artistas, intelectuais, filósofos, escritores, mecenas, homens de destaque e pessoas comuns ali compartilharam com angústia as notícias da 1ª e 2ª Guerra Mundial.

E foi assim que ao longo dos séculos, o café foi sendo convertido em um verdadeiro personagem da história francesa: mais do que um lugar de memória, de convívio e de socialização, o café foi testemunha de um processo histórico diversificado, onde viveu-se, escreveu-se e ainda se escreve a História.

 

Fontes: BANKS, M.; McFADDEN, C.; ATKINSON, C.  The World Encyclopedia of Coffee.  London: Annes Publishing Limited, 1999  256p.

Conexão Paris

Cafés pelo mundo: O café turco

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Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2013, pela UNESCO, o Café Turco tem o início de sua história entre os séculos XV e XVI.

Registros árabes do séc XVI contam que as primeiras Casas de Café em Constantinopla (atual cidade turca de Istambul) surgiram por volta de 1554 e logo se tornaram uma tendência. Esses estabelecimentos eram rica e confortavelmente decorados com suntuosos sofás, tapetes e almofadas. Recebiam intelectuais, amantes de xadrez e outros jogos e eram entretidos com contadores de estórias. poetas, músicos e dançarinos. Tais cafeterias cresceram em número e abrigaram membros de diversas classes sociais e com diferentes interesses – “networking”, ciência, arte e diversão.

A bebida já era um hábito. Os turcos a consumiam tanto em casa quanto nas cafeterias. Dizia-se que em Constantinopla se gastava tanto com café quanto com vinho em Paris.

A medida em que o café se desassociava dos rituais religiosos, as Casas de café – Qahveh Khaneh – se espalhavam por todo o Oriente Médio. Pequenos estabelecimentos que só preparavam e vendiam a bebida e até mesmo ambulantes estavam por todos os lados.

Nenhuma interação social estava completa sem um café, que era servido em barbearias antes de um corte de cabelo, por comerciantes antes de qualquer negociação, entre amigos e em banquetes formais. Não havia sequer uma casa de ricos ou pobres, turcos, judeus, grecos ou armênios, em que não se tomasse ao menos duas xícaras de café ao dia.

Não há dúvida que Constantinopla foi o berço de muitos dos hábitos relacionados ao consumo de café que até hoje mantemos no nosso dia a dia.

No início, o café era preparado com o grão inteiro sendo torrado em pratos de metal e depois fervidos em água. Com o aumento da demanda e com o interesse em se obter cada vez mais uma bebida melhor, o café depois de torrado passou a ser moído para ser fervido com a água. Nascia assim o famoso Café Turco que em 2013 passou a integrar a lista de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

O Café Turco é preparado com o pó de café finamente moído (pulverizado) com água em um recipiente especial chamado ibrik, tradicionalmente feito de cobre.  A água com o pó é fervida (com ou sem açúcar) e depois a mistura é colocada numa xícara sem que seja filtrado. Antes de beber, deve-se esperar alguns minutos para que o pó decante no fundo da xícara. A bebida é tomada até que se sinta os primeiros traços de pó nos lábios. Algumas especiarias, como cardamomo, anis estrelado e canela também podem ser acrescentados para incrementar o sabor da bebida.

Mas a tradição do café Turco não para por aí. A borra do café que fica no fundo da xícara pode ser usada para a leitura da “sorte”. Depois que o café é bebido, a xícara é virada ao contrário no pires para que a borra se espalhe e esfrie. As “imagens” formadas na louça são então lidas, num processo chamado de Kahve Fali ou cafeomancia.

Cá pra nós, sorte mesmo é poder deliciar um belo Café Carneiro, não é mesmo?!!!!

 

Fontes: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9_turco

BANKS, M.; McFADDEN, C.; ATKINSON, C.  The World Encyclopedia of Coffee.  London: Annes Publishing Limited, 1999  256p.